quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

CONSULTA ASTROLÓGICA

um diagnóstico dos traços mais característicos da personalidade

As posições que os planetas tomam no céu no instante de um nascimento formam um desenho muito particular; desenho que, para a Astrologia, tem um significado muito especial pois retrata a maneira única e particular como cada indivíduo procura escrever a sua vida e viver a sua história. O mapa astral é, então, um instrumento de avaliação biográfica: revela as coordenadas de ação que o indivíduo vislumbra para si quando tem que tomar decisões importantíssimas - decisões que necessariamente vão pesar sobre o seu destino a partir de então.

Aliás, cada indivíduo tem uma maneira única e particular de interpretar uma situação qualquer e de reagir a ela, e isto porque cada um observa, sente e lida com a situação de um modo que lhe é bem próprio, movido por uma concepção de vida que boa parte das vezes não reconhece e parece ignorar. Neste contexto, o mapa astrológico surge para conscientizar o indivíduo daquilo que ele mesmo sente que lhe é o mais adequado, ou melhor, daquele modo de vida que quer levar e do qual só tem uma vaga idéia ou que ficou encoberto sob o peso das circunstâncias.

A melhor maneira de compreender um mapa astrológico se dá ao compará-lo a um relógio, que é a escola do tempo e que ensina o fim e o recomeço de um ciclo: assim que um ponteiro completa um círculo para voltar ao lugar de onde partiu, uma fase termina e outra recomeça. No nosso mapa astrológico acontece o mesmo: os planetas fazem um percurso em velocidades diferentes, marcando a todo instante o fim de uma fase e o começo de outra. Sobretudo, em seu percurso contínuo, vão passar exatamente por cada uma das posições em que eles originalmente se encontravam, pondo assim em jogo os diversos componentes de um tema permanente e vital. A vida é bem assim, parecida com essa composição que os músicos chamam de "tema com variações".

No entanto, a Astrologia não nos ensina o fatalismo e, sim, uma coisa muito mais sutil: que não escaparemos ao tema da nossa vida. Isso quer dizer que será uma quimera tentar implantar no meio da nossa vida uma "nova vida", sem nenhum relacionamento com sua vida precedente, partindo do zero. Na realidade, o que poderia se considerar uma "vida nova" logo aparecerá como uma variação simples - ou súbita - do já vivido.

Em sua juventude, o homem não está em condições de perceber o tempo como um círculo, mas apenas como um caminho que o conduz direto para horizontes sempre diversos; não percebe ainda que sua vida contém apenas um tema. Perceberá isto mais tarde, quando a vida compuser suas primeiras variações.

sobre as etapas da análise do TEMA VITAL

O estudo do tema vital é realizado ao longo de 2 sessões, onde:

1) na primeira, assiste-se trechos de um filme de cinema cujo diretor tem um mapa astrológico semelhante ao mapa do cliente, justamente para demonstrar que ambos vêm a vida pelo mesmo ângulo, começando assim a análise daquilo que aqui é chamado de tema vital. É este tema que revela aquela experiência na qual o sujeito vive tropeçando, impedindo que ele progrida e leve a vida adiante. Durante esta análise, avalia-se com cuidado toda a problemática que este tema vital envolve, mostrando não só como este problema se forma mas, também, como ele é resolvido e desmontado. Caso o cliente traga duas fitas cassete consigo, será possível gravar as explicações que se farão. Independentemente disso, será apresentado um laudo por escrito no final do encontro contendo tudo o que de mais importante foi discutido, e que deverá ser lido para a próxima sessão.

2) na segunda, apara-se possíveis dúvidas da sessão anterior e analisa-se as outras incógnitas que fazem parte da equação existencial do sujeito, completando o trabalho e o estudo da sua personalidade pela ótica cognitiva, sendo necessário então que se traga mais duas fitas cassete.

Este trabalho que, em sua totalidade, dura em torno de quatro horas tem um custo de R$ 200, 00 e pode ser parcelado conforme a necessidade de ambos.

O SER & O TEMPO:

diferença entre a previsão e o diagnóstico de personalidade

Muitas das vezes nos vemos atravessando uma fase ruim sem entender o seu sentido e o seu significado, e ficamos nos perguntando porque o Tempo está agindo dessa maneira conosco, sem no entanto perceber que, se a fase está "negra" agora, é talvez por conta de um equívoco, de um erro que vínhamos mantendo e carregando ao longo de toda a nossa vida e que, agora, atingiu o seu limite e mostrou a sua face inesperada, revelando uma característica da nossa personalidade que sempre escapou a nossa consciência - mas que agora começa a se mostrar evidente.

Ler um mapa astral - pelo menos pra mim - é tomar consciência de que nem sempre o Tempo é o fator preponderante e que, na maioria das vezes, nós mesmos somos os responsáveis pelos revezes do destino - mesmo que sejamos responsáveis inconscientes, tal como acontece na Tragédia Grega. E isto porque o fator determinante e preponderante não é e nunca foi o Tempo, mas o Ser. Eis a categoria absoluta: o Ser.

O mapa astral serve para isso: para fazer um diagnóstico do Ser. Ele é um instrumento que permite conhecer as coordenadas do Ser, ou seja, os rumos que a pessoa sente que tem que dar a si própria. Por isso que toda a minha expectativa com relação a toda e qualquer consulta que realizo é que a pessoa venha a perceber a fonte de tal coordenação e descoordenação, podendo então dar um rumo mais direcionado à própria vida que deu, um dia, sinais de desgoverno.

E é por isso que sempre recomendo que se faça primeiramente uma consulta astrológica cuja finalidade seja a de obter um diagnóstico da personalidade, antes que se faça qualquer tipo de previsão - mas a decisão final cabe sempre ao próprio sujeito, que sabe das suas urgências e do quanto já se conhece. E é por isso também que, ao longo da análise da fase em que o sujeito se encontra e do seu tempo, seja inevitável fazer considerações sobre a sua personalidade e o seu ser – ambos diagnosticados pelas disposições dos astros no céu.

A diferença existente entre uma previsão e um diagnóstico de personalidade pode parecer, à princípio, bastante irrelevante mas, a meu ver, ela é indispensável visto que o objetivo de cada uma destas técnicas é absolutamente diferente e atende, por isso mesmo, a expectativas muito distintas.

Resta saber o que cada um precisa e quer – e o que cada técnica pode oferecer e dar.

CURRÍCULO


Edil Carvalho começou a estudar Astrologia na Astrocientia (RJ) em 1985 com o professor Eduardo Maia a partir de um curso de iniciação em simbologia e tradição intitulado "A Astrologia Tradicional em Busca das Maçãs de Ouro", obtendo uma formação que considera sólida somente em 1993 com o filósofo Olavo de Carvalho na Sociedade Brasileira de Astrocaracterologia de São Paulo, onde defendeu, em parceria com Marly Pisciolaro, tese sobre a vida e o mapa astrológico de Fernando Pessoa. Participou também, no ano de 1994, de um curso de extensão na UNESP com o professor Raul Varella intitulado "Leitura Simbólica e Verificação Astrológica".

Durante dois anos, de 1994 a 96, lecionou Astrocaracterologia no instituto de Astrollogia & Recursos Humanos de Curitiba. Em seguida, ao longo de 3 anos, de 1998 a 2000, lecionou no Instituto Jade de Astrologia de São Paulo, transmitindo ao astrólogo iniciante noções básicas de astronomia, cosmologia, filosofia e epistemologia. Neste meio tempo desenvolveu, em parceria com Miguel Saad, o projeto Astrologia & Cinema: Uma Cosmovisão, onde procura relacionar a visão e a obra de cineastas com determinados padrões astrológicos existentes em seus mapas, tendo sido apresentado ao público geral por duas vezes no Espaço Cultural Lélia Abramo de São Paulo, em maio e setembro de 1998.

Participou de diversos eventos e congressos da classe e escreve para vários sites de Astrologia, tendo obtido o segundo lugar no V Simpósio do Sinarj de 2003 com o texto Por Uma Teoria Simbólica. Realizou também palestras de Astrologia em instituições diversificadas, tais como:

· Brasil, Corpo e Alma (SP) em outubro de 2002 = palestra a Astrologia e as Inteligências Múltiplas;


· Sesc (SP) em abril de 2003 e Cine Unibanco (RS) em maio de 2004 = análise estética e astrológica do curta-metragem Ilha das Flores, de Jorge Furtado;


· Gaia Astrológica (SP) em julho de 2003 = análise estética, biográfica e astrológica do filme Limite, de Mário Peixoto;


· Faculdade Oswaldo Cruz (SP) em setembro de 2003 = análise estética, biográfica e astrológica dos escritores Fernando Pessoa, Henry Miller, Julio Cortazar, Clarice Lispector, Oscar Wilde, Marguerite Duras;


· Piola (SP) em maio de 2004 = poemas de teor astrológico escritos especialmente para a exposição as Lunáticas, da artista plástica e astróloga Elaine Porta;


· Casa do Saber (SP) em agosto de 2004 = análise estética, biográfica e astrológica de Júlio Cortazar, em homenagem ao seu aniversário, com a participação de Davi Arrigucci Jr, Ariclê Peres e Alice Ruiz, dentre outros;


· Galeria Olido (SP) e Pés no Chão (SP) em março e abril de 2005 = apresentação do espetáculo de dança Nichtèmére, desenvolvido a partir do mapa astral da bailarina Cristina Salmistraro.

Atualmente, clinica no Rio de Janeiro e São Paulo e leciona Astrocaracterologia na Escola Régulus (SP).