domingo, 14 de junho de 2009

ILHA DAS FLORES: fruto de uma inteligência sistêmica

Jorge Furtado

É notável como o curta-metragem Ilha das Flores aborda o desequilíbrio social e espiritual que estamos vivendo. Mais notável ainda porque suas imagens estão dispostas de um modo que remetem imediatamente à idéia de encadeamento, de engrenagem, demonstrando inclusive como todos os fatores estão ligados entre si, formando um circuito absolutamente fechado – um todo cuja integridade depende exatamente do jogo harmônico e equilibrado das suas partes.

Essa noção do todo esquematizado e do funcionamento equilibrado é a noção mais evidente do filme – e é a noção suprema do sujeito cuja inteligência é de natureza sistêmica e orgânica. Aliás, Ilha das Flores é um dos frutos mais expressivos de uma inteligência como esta.

Se assim for, e de acordo com a hipótese das 12 Perspectivas Fundamentais apresentada no capítulo anterior, o mapa astrológico do seu diretor[1] deveria estar com a Casa VI ocupada por um dos sete planetas tradicionais - o que de fato acontece. Ao calcularmos o seu mapa, vemos que o planeta Saturno se encontra posicionado dentro da Casa VI, demonstrando assim a relação existente entre uma configuração astrológica, um tipo de inteligência e uma obra cinematográfica que é a sua mais pura expressão. Vemos, assim, a relação existente entre astros e psique, intermediada e comprovada através de uma obra artística.

E que Saturno seja o planeta a aparecer dentro da Casa VI não é nem um pouco surpreendente e assustador: afinal, para o filósofo árabe Mohieddin Ibn’ Árabi, este planeta está associado a razão humana, àquela necessidade de encontrar um sentido, uma resposta, um entendimento para determinada ordem de experiência. Se levarmos em consideração a tese deste filósofo, teríamos que admitir, mesmo à título de hipótese, que o indivíduo que nascesse com o planeta Saturno localizado dentro da Casa VI procuraria uma razão para o Todo e para o seu funcionamento equilibrado.

Mas não é justamente isso que Ilha das Flores revela e testemunha? Essa característica se revela, entretanto, em outras obras suas. Por ocasião do lançamento do seu novo filme O Homem Que Copiava, a revista Época divulgou em junho de 2003 a seguinte manchete:

JUNTANDO OS PEDAÇOS
O excelente "O Homem Que Copiava" aposta nas simulações para organizar o quebra-cabeça da vida

ESTILHAÇOS
Lázaro Ramos faz o jovem que, tirando fotocópias, vê o mundo em fragmentos

O próprio diretor Jorge Furtado, em entrevista à Agência Carta Maior, em dezembro de 2003, dá o seguinte depoimento:

“Então, o objetivo era fazer algo sobre fragmentação, com um personagem muito fragmentado. (...) Olha, o Ilha das Flores já é, de alguma maneira, uma tentativa de fazer-se um hipertexto, né? Ele é um hipertexto, antes da Internet, pelo menos da Internet para mim. Era a idéia de que um texto leva a outro texto, uma palavra leva a outra palavra e, no final, as coisas acabavam concretizando-se em uma grande rede. Esta era a idéia do Ilha. E O Homem que Copiava é um pouco isso também (...). Eu, agora, me sinto atraído pelo contrário dessa lógica, em todos os sentidos. É a "unidade", em oposição à fragmentação”.

A uma série de outros depoimentos que se seguem, o entrevistador desta revista, Cláudio Szynkier, comenta:

· “Isso mostra como o filme constrói-se e molda-se organicamente. Os significados que ele vai adquirindo nascem dentro dele mesmo, às vezes sem ter nada a ver com o que foi planejado".

· “A descrição inicial que André faz das coisas que cercam o seu mundo sublinha o componente autoral presente no filme. É uma obsessão pela anatomia da realidade, pela dinâmica e influência dos objetos no viver diário do personagem. O dinheiro, quanto ganha, quanto vai sobrar, quanto falta, o que foi possível comprar, quanto tempo necessitaria para comprar aquilo que não foi possível; a copiadora, o que a máquina faz, o chefe, a gostosa; o quarto da menina. Se Ilha das Flores (curta de Furtado, rodado ainda na década de 80) aplicava uma tentativa de "biologia", que compreendia relações humanas e até coisas inanimadas, em O Homem que Copiava o que percebemos é uma intimista análise dos vetores da vida cotidiana de alguém. Mas, nos dois casos, há o apreço pelo ato de esmiuçar, compor a lógica dos ‘mundos’ ".

Não são estes, pois, comentários e depoimentos que testemunham justamente o foco e a direção de uma inteligência que insiste em ver e analisar o mundo de maneira sistêmica e orgânica? Não seria pois Ilha das Flores imagem exemplar criada por uma inteligência que poderíamos chamar de sistêmica? Aliás, o mesmo tipo de inteligência aparece presente e marca a obra de Henry Miller[2], escritor americano, para quem o homem era um todo composto de três partes: Sexus, Plexus e Nexus, os três famosos volumes que compõem a sua obra intitulada A Crucificação Encarnada, uma alusão ao próprio homem cuja imagem é a de uma carne em forma de cruz. Já no episódio Ejaculação da série Tudo o que Você Sempre Quis Saber sobre o Sexo Mas Tinha Medo de Perguntar, concebido por Woody Allen[3] em 1972, vê-se que uma das partes do corpo humano não está funcionando: o pênis não consegue ter ereção e, ao se apurar a responsabilidade pelo problema, descobre-se que a ameaça se deu em outra parte do organismo: na consciência, revelando, de um modo bem criativo e humorado, como as partes de um mesmo todo estão interligadas.

O que há em comum entre estes três artistas, além do fio narrativo de suas obras ser entretecido por uma perspectiva sistêmica e orgânica? Todos nasceram sob um mesmo fator astrológico, tendo um dos sete planetas tradicionais localizados na Casa VI do seu mapa[4] - motivo suficiente para determinar esse tipo de visão e de abordagem. Aliás, um sujeito com tal configuração astrológica será aquele para quem os episódios que envolvem o dia-a-dia, os hábitos, a ordem e a desordem marcarão de modo indelével toda a sua existência e para quem os relógios, os quebra-cabeças, os mecanismos internos, as engrenagens e o ritmo se transformarão em imagens fundamentais na composição da sua obra estética: imagens-chaves que abrem a compreensão desta mesma obra.




mapa astrológico de Jorge Furtado


[1] JORGE FURTADO: 09/06/1959, 9:30 hs, Porto Alegre. Dito a mim mesmo por ocasião da Terceira Conferência Internacional do Documentário: Imagens da Subjetividade, São Paulo, 11/04/2003.
[2] HENRY MILLER: 26/12/1891, 12:30 hs, Manhattan,NY, USA.
[3] WOODY ALLEN: 01/12/1935, 22:55 hs, Bronx, NY, USA
[4] Henry Miller tinha Saturno na Casa VI, tal como Jorge Furtado, e Woody Allen tinha a Lua nesta Casa.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON

para Ana González


Vi o filme. Enfim, vi o filme. Fiquei oco e mudo por dois dias. Depois voltei ao normal, com forças para respirar e escrever. No entanto, sei que deveria permanecer oco e mudo, ainda sob o impacto da história, fazendo jus à sua beleza. Mas parece que tudo sofre mesmo da ação paradoxal do tempo – e por isso estou aqui, escrevendo.

Escrevendo na expectativa de fazer alguns comentários sobre a história, isto é, de quase chegar a fazer uma história sobre a história, visto que a vida não é nada sem uma boa história. Antes de tudo, devemos agradecer a F. Scott Fitzgerald pela sua narrativa, e por demonstrar que a vida tem a sua própria escritura, tem desenvolvimento próprio – como um livro que se auto-escreve, e cujos capítulos vão se enredando de um modo tão lógico e tão inimaginável que só resta ao último capítulo se juntar ao primeiro, fechando o círculo. A vida é círculo. Não deve ser por acaso que os relógios sejam redondos. E que o bater das asas de um beija-flor formem o símbolo do infinito: dois círculos sobrepostos, de uma continuidade elegante e levemente elíptica.

Será a infinitude o quadrado ou o dobro da vida? Será esta a equação matemática que, apesar de oculta, constitui a trama da existência? Não sei, não sei. Só o que sei é que, depois de ter visto O Estranho Caso de Benjamin Button, cri, mesmo que por um breve instante, que o fim e o começo não existem – vide o anacronismo expresso da história. E que estes só são uma intercessão do tempo. E que raramente saímos do seu círculo, exceto quando percebemos que há uma continuidade infinita que nos abarca e nos engloba, que nos redime, nos orienta e nos enche de glória - o que só ocorre para quem se resigna, aquiesce e aceita essa Imensidão.

Benjamin Button aceita. Mamãe aceita.

Outros personagens, cada um a seu modo, aceitam ou aprendem a aceitar.

Eu, como sou osso duro de roer, estou aqui tentando aprender alguma coisa.

O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON

continuação: parte 2



















Nesta tentativa de aprendizado e de compreender a Imensidão, não pude me furtar de olhar o mapa astrológico do autor da história. Sou astrólogo e, como astrólogo, sei o quanto os astros lançam luzes que nos permitem uma boa compreensão. Mas fiz isso sem muita esperança: afinal, não conheço a vida e a obra de F. Scott Fitzgerald, nem mesmo em profundidade, da qual esse conto é uma pequena mostra, e que foi adaptado para o cinema por Eric Roth e Robin Swicord e dirigida por David Fincher, cujos mapas astrológicos não encontrei mas que, sem sombra de dúvida, poderiam lançar luzes no que vimos nas telas de cinema. Afinal, não podemos nos esquecer disto: sobre a obra original do autor - que tem uma visão de mundo muito específica -, incidiu a visão e a mentalidade de outros artistas que acabaram lhe dando um outro desenho, uma outra configuração. Não havia como esperar que, diante de todos esses obstáculos, esta configuração cinematográfica viesse a aparecer refletida nas configurações celestes presentes no mapa do Fitzgerald.

Ainda sim, sem muita esperança, fui lá dar uma olhadinha, na expectativa de confirmar se no mapa do Fitzgerald[1] a sua Casa XII se encontrava preenchida por algum planeta visto que esta é a condição necessária para que um indivíduo considere - ao longo de toda a sua existência - o infinito ou o fim. Mas como era de se esperar, esta configuração celeste não aparecia em seu mapa astral.

Seja como for, é importante notar que o indivíduo – que tem algum dos sete planetas pessoais localizados na Casa XII do seu mapa astrológico - enfoca a vida pela perspectiva da finalidade e vê sentido no mundo em função de certas forças maiores que parecem determinar o fim e o rumo de tudo, passando então avaliar tudo em escala macroscópica e nutrindo um interesse profundo em relação ao modo como as coisas caminham aparentemente sem sentido ou direção. Este, afinal, é o indivíduo para quem o além, o invisível, o providencial, o infinito e o grandioso - seja na forma de céu, de deserto ou de mar – estão carregados de informações importantes a respeito do mundo, e para quem os episódios que configuram situações por demais abertas ao desconhecido ou por demais fechadas, limitando a sua liberdade, marcarão de modo indelével toda a sua existência.

Um dos grandes exemplos que se pode tomar do sujeito com este tipo de mentalidade é Galileu Galilei, o astrônomo, cujo mapa astral[2] mostra júpiter e saturno dentro da Casa XII. Em O Ensaiador, ele diz uma das frases mais célebres da sua carreira:

“Sr Sarsi, a coisa não é bem assim. A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante os nossos olhos (isto é, o universo), que não se pode compreender antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os quais está escrito. Ele está escrito em língua matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e outras figuras geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente as palavras; sem eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto. (...) Eu não gostaria, Ilustríssimo Senhor, de avançar demais em um oceano infinito, onde não poderia depois voltar ao porto; nem gostaria, enquanto procuro remover uma dúvida, de dar motivo a levantar cem delas, como receio que tenha acontecido, ao menos em parte, com aquele pouco afastamento meu da beira da água: quero, para isto, reservar outra ocasião mais oportuna”.

Mas há outros exemplos de indivíduos cuja mentalidade considerava a vida por esta perspectiva finalística e macroscópica, e cujas palavras revelam e traduzem bastante este modo muito específico de ver o mundo.

Assim disse o poeta T. S. Eliot, com sol na Casa XII[3]:

“Não deixaremos de explorar e, ao término da nossa exploração deveremos chegar ao ponto de partida e conhecer esse lugar pela primeira vez”.

E assim disse o nosso médium Chico Xavier, com lua na Casa XII[4]:

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Não se pode deixar de mencionar o viajante e escritor Paul Bowles, conhecido internacionalmente pelo seu livro O Céu que Nos Protege, e que teve uma feliz adaptação para o cinema feita por Bernardo Bertolucci. Tanto no romance quanto no filme frisa-se o perfil do verdadeiro viajante: é aquele que se abre ao desconhecido, sem rumo e direção. Paul Bowles, com saturno na Casa XII[5], diz:

“Se os povos e as suas maneiras de viver fossem semelhantes em qualquer outro lugar no mundo, não haveria muitos pontos de partida de um lugar para outro."

Essa mesma noção de caminhar sem rumo e à esmo é aquela que aparece na boca do escritor Anatole France que tinha mercúrio e marte na Casa XII[6]:

"Vaguear restabelece a harmonia original que uma vez existiu entre o homem e o universo”.

Noção que, mesmo sendo expressa de maneira vaga, inevitavelmente nos remete a outra noção: a de destino, uma das maiores metáforas do imponderável. É o que se percebe na letra da música Até o Fim do nosso compositor Chico Buarque, que tinha júpiter e marte na Casa XII[7]:

“Quando eu nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
Inda garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim.”

É o que se percebe também nas palavras da escritora Virginia Woolf, que tinha lua, júpiter e saturno na Casa XII[8]:

“Terá o dedo da morte de pousar de vez em quando no tumulto da vida para evitar que ele nos despedace? Tal será a nossa condição que devamos receber, diariamente, a morte, em pequenas doses, para podermos prosseguir na empresa da vida? E então, que estranhos poderes serão esses que penetram nossos mais secretos caminhos e mudam nossos mais preciosos bens, a despeito de nossa vontade? (...) A natureza, que faz tantas trapaças conosco, plasmando-nos tão desigualmente de argila e de diamantes, de arco-íris e de granito, encerrando tudo em estojos tão incongruentes, pois às vezes o poeta tem cara de açougueiro e o açougueiro cara de poeta; a natureza que se compraz com a confusão e o mistério, de modo que, mesmo hoje (1 de novembro de 1927), não sabemos por que subimos ao primeiro andar nem porque descemos, e os nossos mais cotidianos movimentos são como a passagem de um navio por um mar desconhecido, e os marinheiros do mastro principal perguntam, assestando seus óculos para o horizonte: "Aquilo é terra, ou não?", ao que, se somos profetas, respondemos, "É"; se somos verídicos, dizemos: "Não".”

Diante do exposto, o que posso dizer? Que a obra que ora assistimos no cinema – personificada pelo beija-flor que simboliza o infinito – inevitavelmente nos remete a pensar em tudo isso, mesmo que subliminarmente. E por isso mesmo ela nos serve pelo menos como uma boa ilustração sobre o Grandioso e o Imponderável, temas com que algumas pessoas ocupam a sua mente, seja eventualmente, seja freqüentemente.

Pode ser que Fitzgerald tenha se ocupado eventualmente deste tema, e que esta não seja a grande característica da sua obra. Pode ser até que esta tenha sido a abordagem feita pelos roteiristas e diretor sobre o conto original do escritor. Seja como for, a mensagem foi dada: a vida tem seu próprio caminhar, tem sua própria escritura, e ela se fecha e se desenvolve paradoxalmente, como num círculo.

Por isso, pode ser que a vida tenha mesmo um ciclo.

Pena que algumas pessoas só percebam isso no fim.

Ou quando assistem filmes como esse, sobre Benjamin Button.



Sites consultados:

http://wwws.pt.warnerbros.com/benjaminbutton

http://www.astrocye.com/webcharts/search.htm

http://www.astrodatabank.com

http://www.constelar.com.br/mapasdobrasil/index.php


[1] FRANCIS SCOTT KEY FITZGERALD: 24/09/1896, 15:30 hs, S Paul, Minnesota, EUA
[2] GALILEU GALILEI: 26/02/1564, 15:40 hs, Pisa, Itália.
[3] THOMAS STEARNS ELIOT: 26/09/1888, 7:45 hs, St Louis, MO, EUA
[4] FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER: 2/04/1910, 1:00 hs, Pedro Leopoldo, MG
[5] PAUL FREDERIC BOWLES: 30/12/1910, 15 hs, Nova York, EUA
[6] JACQUES ANATOLE FRANÇOIS THIBAULT: 16/04/1844, 7 hs, Paris, França.
[7] FRANCISCO BUARQUE DE HOLLANDA: 19/06/1944, 11:35 hs, Rio de Janeiro, RJ.
[8] VIRGINIA WOOLF: 25/01/1822, 12:05 hs, Londres, Inglaterra.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A ARTE DA INTERPRETAÇÃO DO HORÓSCOPO

como comprar o livro

Preço: R$38,00 / 173 pags. / 2008

Alexey Dodsworth
- TEORIA E PRÁTICA DAS CARTAS HORÁRIAS
"... o que fazer para melhorar ? O que preciso aprender ? Acima de tudo, trata-se de um instrumento que permite ajudar os outros"

Antonio Carlos Siqueira Harres (Bola)
- SABER OS CÉUS
"... sabe que toda a interpretação está sujeita à interferência do intérprete através de seus sistemas de crenças..."

Edil Carvalho
- A ASTROCARACTEROLOGIA E A COSMOVISÃO HUMANA

"... procurar entender os fundamentos e princípios que regem e sustentam a nossa prática, como astrólogos. Ela deve ser no mínimo coerente com seus próprios princípios, de modo que um argumento dado não contradiga um outro"

Gregório J. Pereira de Queiroz
- AS QUALIDADES PRIMITIVAS NA INTERPRETAÇÃO

"... o segredo da interpretação astrológica está presente na base da própria conceituação astrológica, no que esta tem de mais primordial, mais primitiva ..."

Mauricio Bernis
- PROGRESSÕES SECUNDÁRIAS E TRANSITOS PLANETÁRIOS

"... ampliando-se o espectro de percepção do ser humano, de tal forma que ele possua uma gama maior de elementos para decidir seus passos e opções..."

Oscar Quiroga
- SEGREDOS DA INTERPRETAÇÃO
"... O propósito da interpretação de um Mapa Astrológico aplicado à existência de um ser humano em particular tenha por objetivo situar o consulente no Sistema Solar"

Valdenir Benedetti
- OS DOMÍNIOS E FUNÇOES TERRESTRES DOS PLANETAS NO HORÓSCOPO
"São as funções do ser, objetivamente sento expressas e atuadas na esfera física, e em espaços perceptivos e existenciais em todos os planos que podem ser experimentados"



PONTO DE VENDA:

REGULUS CURSOS, ASSESSORIA ASTROLÓGICA E COM LTDA.

Rua Estela, 515 bloco E cj.71 - Paraíso - São Paulo.SP - 04011-904
Informações: (11) 5549-2655 / 3512-7843 (após 14h)
e-mail:
astrologia@regulus.com.br

Conheça mais sobre o livro e como comprar via correios:
http://www.regulus.com.br/evento/2008-11-livro.htm

domingo, 18 de janeiro de 2009

CURSO INTENSIVO DE ASTROCARACTEROLOGIA

módulo introdutório
24/25/31 janeiro e 01 fevereiro de 2009


AULA 1: ASTROLOGIA & COSMOLOGIA (24 de janeiro)
AS DIVERSAS CONCEPÇÕES DE MUNDO E DE UM PROVÁVEL SENTIDO PARA A EXISTÊNCIA HUMANA
· a composição do quadro cósmico antigo e moderno.
· a Renascença: a mudança de visão, de paradigma, ou a grande ruptura epistemológica. O Homem ocupa o trono de Deus.
· a perda da noção metafísica e espiritual e a (in)conseqüente divinização da natureza e da sociedade.
· a ruptura entre as ciências naturais e humanas: a vida já não pode ser compreendida para além da matéria e do tempo.
· as Artes Liberais: sistema pedagógico que visava compreender, de maneira global, a dimensão natural, humana e divina.


AULA 2: ASTROLOGIA & ONTOLOGIA (25 de janeiro)
O ESTUDO DO SER, PARA ALÉM DAS SUAS DETERMINAÇÕES FÍSICAS, PSICOLÓGICAS E SOCIAIS
· a misteriosa noção de substância e essência: o sentido da unidade e da integridade do ser.
· as Categorias e as Causas Aristotélicas: um método para compreender todos os seres e fenômenos.
· a perda da noção de essência imutável e a concepção do universo como um processo vivente e dinâmico.
· a natureza da singularidade humana: fruto supremo da existência. A realização do próprio ser. A estrutura da personalidade humana.
· a pesquisa estatística de Michel Gauquelin: mal entendidos entre a comunidade científica e astrológica.


AULA 3: CONHECENDO O SER HUMANO: A ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA (31 de janeiro)
A BIOGRAFIA COMO INSTRUMENTO PARA CONHECER O SER HUMANO
· a racionalidade intencional: a seqüência de atos necessários para se atingir um fim.
· Biografia e Destinologia: a unidade de um projeto vital mantido ao longo de toda a adversidade da vida.
· Honório Delgado: a presença, o ato e a biografia humana.


AULA 4: CONHECENDO O SER HUMANO: A PSICOLOGIA E A CARACTEROLOGIA (01 de fevereiro)
A CARACTEROLOGIA COMO INSTRUMENTO PARA CONHECER O SER HUMANO
.história das idéias psicológicas: a confusão entre os instintos (triebe) e os interesses (triebfedem)
· em busca de uma causalidade psíquica: entendendo as causas do ato e do comportamento humanos.
· O estudo da personalidade: entendendo a diferença e a singularidade própria dos seres humanos.
· W. Allport e a constelação de valores pessoais.· Ludwig Klages e a diferença qualitativa da alma individual.


REALIZAÇÃO

REGULUS CURSOS, ASSESSORIA ASTROLÓGICA E COM LTDA.

Rua Estela, 515 bloco E cj.71 - Paraíso - São Paulo.SP - 04011-904
Fone: (11) 5549-2655 (das 14h às 19h)
FAÇA JÁ A SUA RESERVA
www.regulus.com.br/curso/astrocaracterologia.htm

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

CONSULTA ASTROLÓGICA

um diagnóstico dos traços mais característicos da personalidade

As posições que os planetas tomam no céu no instante de um nascimento formam um desenho muito particular; desenho que, para a Astrologia, tem um significado muito especial pois retrata a maneira única e particular como cada indivíduo procura escrever a sua vida e viver a sua história. O mapa astral é, então, um instrumento de avaliação biográfica: revela as coordenadas de ação que o indivíduo vislumbra para si quando tem que tomar decisões importantíssimas - decisões que necessariamente vão pesar sobre o seu destino a partir de então.

Aliás, cada indivíduo tem uma maneira única e particular de interpretar uma situação qualquer e de reagir a ela, e isto porque cada um observa, sente e lida com a situação de um modo que lhe é bem próprio, movido por uma concepção de vida que boa parte das vezes não reconhece e parece ignorar. Neste contexto, o mapa astrológico surge para conscientizar o indivíduo daquilo que ele mesmo sente que lhe é o mais adequado, ou melhor, daquele modo de vida que quer levar e do qual só tem uma vaga idéia ou que ficou encoberto sob o peso das circunstâncias.

A melhor maneira de compreender um mapa astrológico se dá ao compará-lo a um relógio, que é a escola do tempo e que ensina o fim e o recomeço de um ciclo: assim que um ponteiro completa um círculo para voltar ao lugar de onde partiu, uma fase termina e outra recomeça. No nosso mapa astrológico acontece o mesmo: os planetas fazem um percurso em velocidades diferentes, marcando a todo instante o fim de uma fase e o começo de outra. Sobretudo, em seu percurso contínuo, vão passar exatamente por cada uma das posições em que eles originalmente se encontravam, pondo assim em jogo os diversos componentes de um tema permanente e vital. A vida é bem assim, parecida com essa composição que os músicos chamam de "tema com variações".

No entanto, a Astrologia não nos ensina o fatalismo e, sim, uma coisa muito mais sutil: que não escaparemos ao tema da nossa vida. Isso quer dizer que será uma quimera tentar implantar no meio da nossa vida uma "nova vida", sem nenhum relacionamento com sua vida precedente, partindo do zero. Na realidade, o que poderia se considerar uma "vida nova" logo aparecerá como uma variação simples - ou súbita - do já vivido.

Em sua juventude, o homem não está em condições de perceber o tempo como um círculo, mas apenas como um caminho que o conduz direto para horizontes sempre diversos; não percebe ainda que sua vida contém apenas um tema. Perceberá isto mais tarde, quando a vida compuser suas primeiras variações.


sobre as etapas da análise do TEMA VITAL

O estudo do tema vital é realizado ao longo de 2 sessões, onde:

1) na primeira, assiste-se trechos de um filme de cinema cujo diretor tem um mapa astrológico semelhante ao mapa do cliente, justamente para demonstrar que ambos vêm a vida pelo mesmo ângulo, começando assim a análise daquilo que aqui é chamado de tema vital. É este tema que revela aquela experiência na qual o sujeito vive tropeçando, impedindo que ele progrida e leve a vida adiante. Durante esta análise, avalia-se com cuidado toda a problemática que este tema vital envolve, mostrando não só como este problema se forma mas, também, como ele é resolvido e desmontado. Caso o cliente traga duas fitas cassete consigo, será possível gravar as explicações que se farão. Independentemente disso, será apresentado um laudo por escrito no final do encontro contendo tudo o que de mais importante foi discutido, e que deverá ser lido para a próxima sessão.

2) na segunda, apara-se possíveis dúvidas da sessão anterior e analisa-se as outras incógnitas que fazem parte da equação existencial do sujeito, completando o trabalho e o estudo da sua personalidade pela ótica cognitiva, sendo necessário então que se traga mais duas fitas cassete.

Este trabalho que, em sua totalidade, dura em torno de quatro horas tem um custo de R$ 250,00 e pode ser parcelado conforme a necessidade de ambos.

O SER & O TEMPO:

diferença entre a previsão e o diagnóstico de personalidade

Muitas das vezes nos vemos atravessando uma fase ruim sem entender o seu sentido e o seu significado, e ficamos nos perguntando porque o Tempo está agindo dessa maneira conosco, sem no entanto perceber que, se a fase está "negra" agora, é talvez por conta de um equívoco, de um erro que vínhamos mantendo e carregando ao longo de toda a nossa vida e que, agora, atingiu o seu limite e mostrou a sua face inesperada, revelando uma característica da nossa personalidade que sempre escapou a nossa consciência - mas que agora começa a se mostrar evidente.

Ler um mapa astral - pelo menos pra mim - é tomar consciência de que nem sempre o Tempo é o fator preponderante e que, na maioria das vezes, nós mesmos somos os responsáveis pelos revezes do destino - mesmo que sejamos responsáveis inconscientes, tal como acontece na Tragédia Grega. E isto porque o fator determinante e preponderante não é e nunca foi o Tempo, mas o Ser. Eis a categoria absoluta: o Ser.

O mapa astral serve para isso: para fazer um diagnóstico do Ser. Ele é um instrumento que permite conhecer as coordenadas do Ser, ou seja, os rumos que a pessoa sente que tem que dar a si própria. Por isso que toda a minha expectativa com relação a toda e qualquer consulta que realizo é que a pessoa venha a perceber a fonte de tal coordenação e descoordenação, podendo então dar um rumo mais direcionado à própria vida que deu, um dia, sinais de desgoverno.

E é por isso que sempre recomendo que se faça primeiramente uma consulta astrológica cuja finalidade seja a de obter um diagnóstico da personalidade, antes que se faça qualquer tipo de previsão - mas a decisão final cabe sempre ao próprio sujeito, que sabe das suas urgências e do quanto já se conhece. E é por isso também que, ao longo da análise da fase em que o sujeito se encontra e do seu tempo, seja inevitável fazer considerações sobre a sua personalidade e o seu ser – ambos diagnosticados pelas disposições dos astros no céu.

A diferença existente entre uma previsão e um diagnóstico de personalidade pode parecer, à princípio, bastante irrelevante mas, a meu ver, ela é indispensável visto que o objetivo de cada uma destas técnicas é absolutamente diferente e atende, por isso mesmo, a expectativas muito distintas.

Resta saber o que cada um precisa e quer – e o que cada técnica pode oferecer e dar.

CURRÍCULO


Edil Carvalho começou a estudar Astrologia na Astrocientia (RJ) em 1985 com o professor Eduardo Maia a partir de um curso de iniciação em simbologia e tradição intitulado "A Astrologia Tradicional em Busca das Maçãs de Ouro", obtendo uma formação que considera sólida somente em 1993 com o filósofo Olavo de Carvalho na Sociedade Brasileira de Astrocaracterologia de São Paulo, onde defendeu, em parceria com Marly Pisciolaro, tese sobre a vida e o mapa astrológico de Fernando Pessoa. Participou também, no ano de 1994, de um curso de extensão na UNESP com o professor Raul Varella intitulado "Leitura Simbólica e Verificação Astrológica".

Durante dois anos, de 1994 a 96, lecionou Astrocaracterologia no instituto de Astrollogia & Recursos Humanos de Curitiba. Em seguida, ao longo de 3 anos, de 1998 a 2000, lecionou no Instituto Jade de Astrologia de São Paulo, transmitindo ao astrólogo iniciante noções básicas de astronomia, cosmologia, filosofia e epistemologia. Neste meio tempo desenvolveu, em parceria com Miguel Saad, o projeto Astrologia & Cinema: Uma Cosmovisão, onde procura relacionar a visão e a obra de cineastas com determinados padrões astrológicos existentes em seus mapas, tendo sido apresentado ao público geral por duas vezes no Espaço Cultural Lélia Abramo de São Paulo, em maio e setembro de 1998.

Participou de diversos eventos e congressos da classe e escreve para vários sites de Astrologia, tendo obtido o segundo lugar no V Simpósio do Sinarj de 2003 com o texto Por Uma Teoria Simbólica. Realizou também palestras de Astrologia em instituições diversificadas, tais como:

· Brasil, Corpo e Alma (SP) em outubro de 2002 = palestra a Astrologia e as Inteligências Múltiplas;


· Sesc (SP) em abril de 2003 e Cine Unibanco (RS) em maio de 2004 = análise estética e astrológica do curta-metragem Ilha das Flores, de Jorge Furtado;


· Gaia Astrológica (SP) em julho de 2003 = análise estética, biográfica e astrológica do filme Limite, de Mário Peixoto;


· Faculdade Oswaldo Cruz (SP) em setembro de 2003 = análise estética, biográfica e astrológica dos escritores Fernando Pessoa, Henry Miller, Julio Cortazar, Clarice Lispector, Oscar Wilde, Marguerite Duras;


· Piola (SP) em maio de 2004 = poemas de teor astrológico escritos especialmente para a exposição as Lunáticas, da artista plástica e astróloga Elaine Porta;


· Casa do Saber (SP) em agosto de 2004 = análise estética, biográfica e astrológica de Júlio Cortazar, em homenagem ao seu aniversário, com a participação de Davi Arrigucci Jr, Ariclê Peres e Alice Ruiz, dentre outros;


· Galeria Olido (SP) e Pés no Chão (SP) em março e abril de 2005 = apresentação do espetáculo de dança Nichtèmére, desenvolvido a partir do mapa astral da bailarina Cristina Salmistraro.

Atualmente, clinica no Rio de Janeiro e São Paulo e leciona Astrocaracterologia na Escola Régulus (SP).